h1

Jogo: Fatal Frame IV

07/02/2010

A análise de hoje foi escrita pelo Victor, do excelente Dying Peacefully. Vale muito a pena conferir seus textos e análises, são muito bem escritos e empolgantes!

Sequência da famosa série Fatal Frame, Fatal Frame IV: Máscara do Eclipse Lunar (Fatal Frame IV: Mask of the Lunar Eclipse, Zero: Tsukihami no Kamen) é a 4ª sequência lançada pela Tecmo, exclusiva para Nintendo Wii, que, com pequenas modificações, baseia-se numa antiga história japonesa que cerca a famosa Mansão Himuro, nos arredores de Tóquio.

Conta-se que a família Himuro realizava um ritual xintoísta – conhecido por Ritual do Estrangulamento – a fim de selar um karma ruim – chamado malice (malícia). Para tal, escolhia-se uma donzela – conhecida na história como Donzela do Santuário da Corda -, ainda quando criança, que serviria como oferenda para sacrifício necessário para o ritual. Assim, eram amarradas cordas, em uma extremidade, em seus pulsos, tornozelos e pescoço e, na outra extremidade, em times de bois que puxavam radialmente seu corpo até que seus membros desligassem-se do corpo. As cordas usadas no ritual, por fim, eram imbuídas no sangue da jovem e cruzadas no portal em que residia o karma. Com validade, o ritual era, assim, repetido de geração em geração para proteção da família.

Ainda, sem que haja qualquer explicação atual para seu acontecimento, ocorria o Ritual do Demônio Cego, no qual, antes que se realizasse o outro ritual, escolhia-se uma outra donzela e contra seu rosto era forçada uma máscara de madeira com espetos nos lugares onde iriam os olhos. No jogo, é justamente esse ritual quem determinava qual donzela seria o sacrifício do outro ritual. Num jogo de pega-pega, uma das donzelas era denominada Oni (“demônio”) e deveria “pegar” as outras jovens; a primeira a ser pega seria a que se submeteria ao Ritual do Demônio Cego, sendocega ao Oni, e a última que restasse seria a com aura mais forte e, portanto, o sacrifício do Ritual do Estrangulamento, pois manteria por mais tempo o portal protegido.

Conta a história que durante o último ritual registrado a donzela que se submeteria ao Ritual do Estrangulamento teria tido contato com o mundo exterior ao avistar um jovem que passava por perto, pelo qual teria se apaixonado. Tendo sujado seu sangue, o ritual teria falhado e o chefe da família, desonrado, teria assassinado todos aqueles que participavam do ritual e, por fim, cometido o famoso harakiri.

A história dessa quarta sequência inicia com um acontecimento de 10 anos atrás, quando cinco garotas haviam sido sequestradas e mantidas em cativeiro em uma casa na ilha Rougetsu, no sul de Honshu. Posteriormente salvas e passados anos desde o ocorridos, duas das meninas envolvidas, Marie Shinomiya e Tomoe Nanamura, morrem misteriosamente e, então, as outras três meninas, Ruka Minazuki, Misaki Asou e Madoka Tsukimori, agora com 17 anos, retornam à ilha certas de que o acontecimento há 10 anos atrás teria algo a ver com as mortes misteriosas.

No papel de Misaki, Madoka e Ruka, o jogador deverá solucionar o mistério do sequêstro que, justamente, envolve toda a história da família Himuro. Os principais inimigos dos jogos são fantasmas – o “Oni” da história – que estaria a selecionar as donzelas para os sacrifícios e sua única forma de defesa é a Camera Obscura, permitindo ao jogador exorcizar os espíritos no filme, e, nessa continuação, a Lanterna dos Espíritos, que usa a luz da lua para exorcizar os espíritos.

Curiosamente, a quarta sequência do jogo foi lançada em julho de 2008 exclusivamente para a plataforma Wii e somente para o território japonês, apesar do grande sucesso de suas outras versões. Recentemente, contudo, um grupo americano desenvolveu um patch para ser usado com o jogo original que traduziria o jogo para o inglês e tornaria o jogo “rodável” em plataformas americanas e europeias – já que existe um bloqueia regional criado pela Nintendo. O patch foi lançado em janeiro de 2010. Atualmente já é possível encontrar versões inteiras do jogo, já traduzidas e convertidas para rodar em qualquer região do mundo.

Sendo exclusivo para o Wii, a jogabilidade é bem trabalhada para causar uma sensação bastante realista com o uso do Wii Remote e o Nunchuck, simulando que o jogador de fato carrega uma câmera e uma lanterna. Assim como nas outras sequências, existem upgrades para a câmera, para as lentes da câmera, para o filme utilizado e a lanterna que são comprados com o cristais que são encontrados pela casa. Além de itens secretos que são liberados ao tirar foto, por exemplo, de todas as 75 bonecas que aparecem durante o jogo em kimonos vermelhos. Fatal Frame é, sem dúvida, um dos jogos de survival horror mais bem recebido na atualidade e considerado um dos mais assustadores no gênero.

Com uma trilha sonora bem simples e cenários pouco iluminados, mas ricos em detalhes, o jogo cria uma tensão enorme no jogador que, inserido na história, movimenta-se lentamente por todo o jogo e assusta-se com simples detalhes como mudanças de iluminação, barulhos de instrumentos e sombras estrategicamente colocadas.

Fatal Frame IV: Máscara do Eclipse Lunar promete fazer grande sucesso pelas terras norte-americanas e tupiniquins com a chegada do patch. Recomendo que joguem sem hesitar, até mesmo para aqueles que não gostam de jogos desse gênero: é uma experiência única.

h1

Jogo: Chrono Cross

01/02/2010

Sequência do clássico Chrono Trigger, de Super Nintendo, Chrono Cross era um projeto arriscado desde o começo: pra começar, sequências de jogos tão marcantes como Trigger sempre recebem recepções um tanto mistas, pois nunca se sabe o que esperar. Além disso, apesar da equipe principal de desenvolvimento se manter a mesma, o character designer de seu antecessor, Akira Toriyama (mais conhecido como ilustrador de Dragon Quest, e principalmente, como criador da série Dragon Ball), não estaria envolvido no desenvolvimento. Além disso, havia sido anunciado que nenhum dos personagens de Trigger estaria presente em forma jogável, o que causou muita desconfiança em relação ao jogo. Afinal, seria mesmo uma sequência ou somente um caça-níqueis da Square? Até que finalmente o jogo foi lançado, e surpreendeu a todos – positivamente ou não -, não só os fãs do jogo anterior, como também pessoas que estavam entrando em contato com a série pela primeira vez.

Como mencionado anteriormente, nenhum dos personagens de Chrono Trigger está presente de forma jogável em Cross. Dessa vez, o protagonista é Serge, jovem de 17 anos, morador de Arni Village. Serge é um garoto introvertido, porém bastante carismático (detalhe: ele é um dos famosos “protagonistas mudos”, cujas falas são conduzidas pelo jogador, e não deixa de ter seu carisma mesmo assim), que mora com sua mãe e perdeu o pai em um acidente misterioso. Certa vez, enquanto conversa com melhor amiga Leena em uma praia, Serge começa a se sentir estranho, cai inconsciente, e acaba por despertar em um mundo um tanto insólito – tudo parece igual, mas ao mesmo tempo, certas diferenças são bastante notáveis. A maior delas é que, no mundo no qual ele se encontra, Serge morreu há dez anos! Após ser atacado por um grupo de cavaleiros misteriosos, ele é salvo por uma estranha garota, que se apresenta como Kid. Kid, 18 anos, faz parte de um grupo de ladrões chamado “Radical Dreamers“. Ela deseja ter um “acerto de contas” com o misterioso Lynx, além de estar em busca de um tesouro chamado “Frozen Flame“. A partir daí, a história começa a se desenvolver, com inúmeras reviravoltas e fatos surpreendentes…

Chrono Cross possui 45 personagens jogáveis. Nem todos podem ser conseguidos de apenas uma vez, e é preciso terminar o jogo no mínimo três vezes para conseguir obter todos, já que certas escolhas podem impedir que você obtenha determinados personagens. Um bom exemplo, citado acima, é a primeira entrada de Kid no grupo (mencionarei aqui pois não é exatamente um spoiler, e sim uma dica!); você precisa negar a entrada dela de todas as formas para conseguir que dois personagens entrem na equipe logo em seguida. Isso não interfere o enredo do jogo, pois Kid pode se tornar integrante da equipe cerca de dez minutos depois. Por falar nos personagens, essa é uma questão um tanto controversa de Cross. Por um lado, muitos personagens tem suas características próprias, character design apreciável e carisma único, fazendo com que o jogador acabe ficando indeciso, com tantas escolhas legais de personagens para formar a equipe. Por outro, com exceção dos personagens principais e de alguns semi-importantes, os personagens não possuem muito desenvolvimento na história. Alguns deles somente falam com Serge, entram para o grupo e nada mais é dito sobre eles. Nenhum detalhe, nenhum fato curioso, nenhuma quest opcional os envolvendo… isso acaba se tornando um pouco frustrante, já que os personagens não influenciam em nada no enredo, e ao mesmo tempo que gostaríamos de saber mais sobre alguns deles, outros são completamente passáveis, e poderiam muito bem não estar ali, pois não faria diferença.

O sistema de Chrono Cross é bastante diferente da maioria dos RPG’s comuns. Pra começar, não há sistema de experiência para adquirir novos níveis; isso apenas ocorre em batalhas determinadas, utilizando um sistema de “estrelas”, que aumentam os atributos e a capacidade de elementos dos personagens. São 48 estrelas ao todo, e algumas delas são obtidas em batalhas opcionais, ou contra bosses um tanto improváveis. E por falar em elementos, essa também é uma característica única de Cross; você não coleta ou compra ítens e magias, como na maioria dos RPGs, e sim elementos. O dinheiro obtido no jogo serve principalmente para a compra desses, que podem servir como ítens de cura e magias, sua utilidade principal, e estão presentes em seis (será?) tipos diferentes: azul, vermelho, verde, amarelo, branco e negro. É importante ressaltar que todos os personagens tem aptidão maior a um determinado tipo de elemento, e certas magias azuis jamais poderão ser utilizadas por um personagem apto a utilizar outro tipo de elementos, por exemplo.

Outro ponto onde Chrono Cross surpreende é em seus gráficos, que são muito ricos e detalhados, principalmente para a época em que foi feito (Chrono Cross é de 1999). Como um bom jogo da Square (pré-Square Enix), Chrono Cross possui cenas em computação gráfica excelentes, muito ricas e detalhadas em elementos visuais. A trilha sonora do jogo é provavelmente uma das melhores já compostas, seja de um video game ou de uma forma geral. O compositor Yasunori Mitsuda mesclou elementos de música celta, rock, folk e até mesmo lindas composições em piano solo, tornando o resultado final magnífico. Até mesmo quem não gostou do jogo admite que sua trilha é maravilhosa, e mesmo que você, leitor, não goste “música de videogame”, ou até mesmo de video games em geral, eu recomendo que procure a trilha de Chrono Cross e a escute, pois não vai se arrepender nem um pouco.

Mas onde Chrono Cross mais surpreende não é em seus gráficos, ou sua trilha sonora, ou em seus personagens: é em seu enredo. Chrono Trigger possuía uma história divertida, mas simples. Em Cross, os detalhes presentes na história são tantos que em alguns momentos, é preciso prestar muita atenção nas explicações, pois não é difícil perder agum detalhe e acabar se confundindo. A complexidade do enredo é tanta que, novamente, é necessário terminar o jogo algumas vezes para “processar” todos os dados de informação de uma só vez, e talvez nem isso seja o suficiente, já que Cross é um jogo que permite que o jogador crie suas teorias quanto à história após o término do mesmo. Reviravoltas é o que não faltam aqui, e isso causou a revolta de vários fãs de Trigger, já que muitos fatos eram inesperados e podem se tornar um pouco decepcionantes. Particularmente falando, adorei a história de Chrono Cross, e mesmo sendo difícil de digerir, gostei de captar todos os detalhes, teorizar, apreciar, encarar alguns fatos e procurar tudo o que está nas entrelinhas para formar minha própria interpretação de todo o enredo. Recomendo que façam o mesmo, para que possam apreciá-lo melhor!

Finalizando a análise, reafirmo que Chrono Cross é um jogo bastante divisor de opiniões. Muitos fãs de Chrono Trigger o ignoram totalmente, devido a sua história complexa e cheia de reviravoltas, a falta de personagens de Trigger jogáveis, entre outros. Outros até apreciam o jogo, porém acabam se perdendo em seu enredo, e o rotulam como “confuso” e “incoerente”. No meu caso, procurei apreciar a obra como pude, e não me arrependi. Não costumo jogar muitos RPG’s, e quando jogo, é muito difícil eu me empolgar por mais de 20 minutos. Mas no caso de Cross, todo o tempo que gastei jogando-o valeu a pena, pois aproveitei da melhor forma um dos melhores jogos já feitos para o Playstation, e um dos melhores jogos (englobando todos os gêneros) já produzidos – inclusive, estou jogando-o novamente, para conseguir os 10 finais extras (são 12 ao todo). Por curiosidade: o site GameSpot, famoso por ser bastante, digamos, restrito em suas análises, deu nota 10 para o jogo – o que é uma raridade e tanto no site. Infelizmente, uma sequência de Cross aparentemente está fora dos planos da Square Enix, pois já se passaram onze anos desde seu lançamento, e apesar do nome Chrono Break ter sido registrado pela empresa em 2001, tal marca expirou em 2003 e nada mais foi dito desde então. Resta esperar que mudem de ideia e decidam desenvolver ao menos um remake do jogo para os consoles da nova geração, ou até mesmo uma versão para o PSP (com muitos extras, claro), pois uma série tão boa quanto Chrono não merece ficar no limbo.

h1

Filme: Where the Wild Things Are

31/01/2010

O post de hoje é por conta do meu amigo e leitor do blog, também chamado Bruno, com sua análise do excelente longa-metragem de Spike Jonze, Where the Wild Things Are. Fico muito lisonjeado por ter alguém tão competente colaborando com o Moonflux, portanto, aproveitem sua excelente crítica – assim como o filme!

Spike Jonze é um dos diretores mais inovadores e competentes do cinema contemporâneo. Ícone do cenário do cinema alternativo, já dirigiu inúmeros videoclipes de diversas bandas diferentes e filmes como Quero Ser John Malkovich e Adaptação., frequentemente mencionados pela crítica e por apreciadores da sétima arte como algumas das películas mais arriscadas e inovadoras do cinema atual. Seu mais recente projeto, Where the Wild Things Are (Onde Vivem os Monstros no Brasil), baseado no livro homônimo de Maurice Sendak, teve sua produção iniciada em meados de 2003, mas o conceito de uma adaptação da obra surgiu bem no início da década de 1980. Inúmeros fatores contribuiram para que o filme não fosse realizado nessa época, e o projeto passou por diversas mãos diferentes até chegar às mãos de Jonze, que ao lado do colaborador Dave Eggers, expandiu a história original (que, devo ressaltar, contém somente dez frases) para um roteiro de 111 páginas. E finamente, em outubro de 2009, após vários adiantamentos, um dos filmes mais aguardados do ano foi lançado. Somente três meses depois de sua estreia original em janeiro de 2010, é que o filme teve sua estreia em território brasileiro. Se a espera compensou? É o que vamos conferir…

Deixo claro que esse não é um filme exatamente infantil, e que o trailer engana bastante – quem assistir esperando por um filme “lighthearted” e feliz, esqueça. A história é sobre o garoto Max (interpretado brilhantemente pelo ator mirim Max Records), de 9 anos, que vive com sua mãe e sua irmã após o divórcio de seus pais. Ele sente muita falta de seu pai, e não tem um bom convívio com sua irmã – que junto de seus amigos, chega ao ponto de destruir um iglu que o garoto havia criado. Durante um mau dia, que culmina em uma briga com sua mãe, Max foge de casa, descobre um barco e segue com ele sem rumo. Após enfrentar uma forte tempestade, ele descobre a existência de uma ilha habitada por criaturas muito interessantes e peculiares, e passa a conviver com elas em uma situação ainda mais insólita. Alguns o aceitam de imediato, outros demoram um pouco para aceitar a presença de Max na ilha. Eventualmente, ele é escolhido (ou auto-proclamado, de certa forma…) para se tornar o novo rei de tais criaturas.

Tecnicamente falando, o filme tem seus altos e baixos. A direção de arte de Where the Wild Things Are é impecável. Os cenários são muito bem construídos, e a aparência grotesca dos monstros acaba tornando-se encantadora em menos de cinco minutos de filme. Porém, os efeitos especiais não são exatamente admiráveis… um bom exemplo é o céu da misteriosa ilha, tão obviamente falso que dá a impressão de ser um filme amador de baixo orçamento. Outro bom exemplo é uma cena (não darei detalhes maiores para evitar spoilers) em que pedras são derrubadas de um penhasco. Sabe aquelas cenas em computação gráfica dos primeiros jogos de Playstation? Algo bem precário, antigo, feito em um programa 3D limitado? Então, é quase igual. Esses defeitos não chegam a atrapalhar o andamento do filme, mas é fato de que poderiam ser melhor trabalhados.

Até porque o filme, de uma forma geral, é muito bonito, com efeitos toscos ou não. É impressionante como Spike Jonze e Dave Eggers expandiram uma história de dez frases para algo que apesar de simples, encanta da mesma forma. Todos os personagens tem suas características únicas, e de certa forma, é impossível não sentir uma certa adoração e compaixão pelos monstros. A história também permite diversas interpretações alternativas,  e o final pode deixar até os olhos de alguns espectadores menos sensíveis lacrimejando. De uma forma geral, Where the Wild Things Are é um ótimo filme. Poderia ser melhor, considerando todo o hype que envolvia a obra antes de seu lançamento, mas não deixa de ser um ótimo filme. Recomendo-o assistir várias vezes, para analisar os diversos pontos de vista diferentes da história – e se encantar mais e mais com esses amáveis “monstros”.

h1

Top 5: Melhores Castlevania’s

26/01/2010

Esse ano uma das séries mais famosas dos video games, Castlevania, completará 24 anos de existência. Quem já encostou em um videogame pelo menos uma vez na vida deve ter ao menos ouvido falar dessa série, que atualmente conta com mais de 25 jogos e que se reinventa sem abandonar completamente a fórmula que causou tanto sucesso. A história inicial, baseada no conto narra a eterna batalha do clã Belmont contra o maligno Dracula, porém muitos jogos da série mostram outros pontos de vista – em alguns deles, não há um representante sequer do clã presente, e Dracula não é um vilão. Nesse Top 5, listarei os melhores jogos da série, mas sem uma ordem específica; todos os jogos são muito únicos e não é possível encaixá-los em uma ordem de preferência.

Castlevania III: Dracula’s Curse

Lançado em dezembro de 1989 no Japão e em setembro de 1990 nos EUA para o Nintendo 8-Bits, Castlevania III: Dracula’s Curse foi um retorno às origens da série, cujo predecessor dividiu opiniões dos fãs devido a sua jogabilidade experimental, baseada em exploração dos cenários e resolução de puzzles - ainda que Vampire Killer, versão de Castlevania para MSX, também tenha utilizado elementos de exploração. Castlevania III utilizava o sistema clássico de plataforma, popularmente chamado de “passar fases”, mas contava com um grande diferencial na época: foi um dos primeiros jogos a permitir múltiplas escolhas de cenários, cada um levando a um caminho diferente, e até mesmo personagens diferentes. Inclusive, Castlevania III também foi o primeiro jogo da série a permitir que outros personagens fossem selecionados além do protagonista Trevor Belmont (Ralph na versão japonesa): certos requisitos podem habilitar a jovem maga Sypha Belnades, o pirata Grant DaNasty e o filho de Dracula, Adrian F. Tepes, mais conhecido como Alucard. Todos os personagens se tornaram favoritos dos fãs, e é muito divertido terminar o jogo diversas vezes apenas para explorar todos os caminhos possíveis e experimentar as habilidades diversas de todos os personagens.

Curiosidade: A versão japonesa do jogo é um pouco menos difícil que a versão americana, além de possuir uma trilha sonora bastante superior tecnologicamente. A Konami utilizou um chip especial para que a música ficasse com a melhor capacidade possível no console, fato que infelizmente não se repetiu na versão americana, que apesar da qualidade das músicas em si, a capacidade da trilha é a de um jogo comum.

Castlevania: Order of Ecclesia

Um dos capítulos mais recentes da saga, Order of Ecclesia, terceiro Castlevania desenvolvido para o Nintendo DS, foi lançado em outubro de 2008. O jogo é considerado um dos mais difíceis de toda a série, e também um dos melhores e mais inovadores. Os elementos de RPG, presentes na série desde Symphony of the Night, se fazem ainda mais presentes aqui; Shanoa pode interagir com diversos personagens, explorar vilarejos, completar missões extras (sidequests) e até mesmo uma espécie de “overworld”, onde é possível selecionar o destino da personagem, assim como os mapas presentes em diversos RPGs. Order of Ecclesia utiliza o ótimo Glyph System, que consiste de coletar diversos “Glyph Symbols” derrotando oponentes ou completando missões ou desafios; os Glyphs são responsáveis pelos ataques da personagem, e mais de 100 deles estão presentes no jogo. Mais de 100 tipos de ataques diferentes, que tal?

Curiosidade: A protagonista Shanoa é a segunda mulher protagonista em um jogo Castlevania, e a única a fazer parte da cronologia oficial dos heróis da série; Castlevania Legends, de Game Boy, também possuía uma protagonista mulher, Sonia Belmont, porém esse foi removido da cronologia e não faz parte da história de Castlevania, assim como a personagem.

Castlevania: Dawn of Sorrow

Continuação do excelente Castlevania: Aria of Sorrow de GameBoy Advance, Dawn of Sorrow, de 2005, foi o primeiro Castlevania lançado para o Nintendo DS. A história é uma continuação direta de Aria of Sorrow, onde o estudante Soma Cruz descobriu um segredo terrível sobre si mesmo e lutou para que tal segredo não destruísse sua vida e a de todos ao seu redor. Dessa vez, ele e seus aliados lutam para impedir que uma seita maligna seja responsável pelo surgimento de um novo ser maligno. Entre as inovações do jogo estão o sistema Magic Seal, que consiste de utilizar a Stylus (“caneta”) do Nintendo DS para “desenhar” determinados selos, a única forma de destruir chefes e inimigos poderosos. Outra novidade muito interessante é que o sistema de troca de personagens de Castlevania III está presente no jogo; um modo secreto, que pode ser habilitado ao terminar o jogo conseguindo um dos finais, permite que o jogador alterne entre três dos aliados de Soma durante o jogo. Não darei muitos detalhes pois esse é um grande spoiler de Dawn of Sorrow!

Curiosidade: Dawn of Sorrow foi o segundo jogo da série a utilizar um estilo anime (o primeiro foi Dracula X: Rondo of Blood) nos personagens, e também em determinadas cenas. O estilo não foi exatamente bem aceito, pois fãs e críticos sentiram falta do traço (maravilhoso) característico da desenhista Ayami Kojima. Mesmo assim, uma versão melhorada de tal estilo foi utilizada no jogo posterior, Portrait of Ruin – último jogo com design em anime até o momento.

Dracula X: Rondo of Blood
Castlevania: Dracula X Chronicles


Akumajo Dracula X: Rondo of Blood é considerado não só um dos melhores Castlevania existentes, mas também “um dos melhores jogos que ninguém jogou”. Lançado em 1993 somente no Japão para o console PC Engine CD, foi a primeira aparição de dois dos personagens mais conhecidos da série, Richter Belmont e Maria Renard. Gráficos excelentes para a época, trilha sonora impecável, dois dos elementos mais legais de Castlevania III presentes (troca de personagens e possibilidade de diversos caminhos diferentes), cenas em anime… não é à toa que foi (e é) aclamadíssimo e adorado pelos fãs e pela crítica até hoje. Infelizmente, Dracula X: Rondo of Blood acabou passando despercebido por muita gente, pois foi lançado somente no Japão para um console que apesar de ter feito sucesso relativo no Japão, não chegou perto do êxito que seus contemporâneos, Mega Drive e Super Nintendo, obteram na época.

Uma versão baseada em Rondo of Blood, entitulada Castlevania: Dracula X, foi lançada em 1995 para o SNES, porém tal versão era bastante inferior à versão original. Finalmente em 2007, os criadores de Castlevania repararam o erro que foi deixar tal obra-prima limitada aos fãs, e desenvolveram um remake do jogo, para o PSP. Castlevania: Dracula X Chronicles continha gráficos em 3D, mas a jogabilidade era totalmente em 2D, assim como o original. Várias cenas novas e foram adicionadas, a história ficou mais rica em detalhes, elementos novos e interessantes estão presentes, entre outros fatores. Além disso, é possível habilitar o jogo original, sem alterações ou modificações inferiores, assim como uma versão do clássico Castlevania: Symphony of the Night, descrito logo abaixo.

Castlevania: Symphony of the Night

E em 1997, surge o maior divisor de águas da série. Antes de Symphony of the Night, Castlevania já era uma série de sucesso e muitos de seus jogos eram aclamados. Mas foi aqui onde inúmeros elementos utilizados na série até hoje surgiram; a exploração dos cenários, a possibilidade de ter um castelo inteiro para explorar, os elementos de RPG, poder completar o mapa, personagens secretos após o término do jogo, cenas em CG e uma das melhores trilhas sonoras já feitas para um jogo. A história se passa cinco anos após o final de Rondo of Blood, e gira em torno de Alucard, cuja última aparição havia sido em Castlevania III, que segue para o castelo de seu pai após descobrir que há algo de muito errado envolvendo o surgimento recente de seu castelo. São quatro finais diferentes, e é possível conseguir alguns deles em um jogo só; porém, é muito mais divertido explorar minuciosamente todas as possibilidades e caminhos presentes no jogo, encantando-se com a trilha sonora, os cenários, experimentando as diversas magias e equipamentos diferente… Não é só um dos melhores jogos da série, mas sim um dos melhores de todos os tempos.

Curiosidade: Castlevania: Symphony of the Night foi lançado para três consoles diferentes: a versão mais conhecida, para o Playstation, é a versão original de 1997. Na versão americana, dois dos “familiares” (espíritos que auxilian Alucard), Fairy e N-Demon, foram removidos, assim como uma música cantada pela Fairy em um determinado momento do jogo, a bela Nocturne. Um ano depois, uma versão do jogo foi lançada somente no Japão para o Sega Saturn. Foram adicionados diversos extras interessantes no jogo, como a possibilidade de jogar com Richter Belmont desde o começo e Maria Renard jogável, duas áreas novas, músicas, ítens e equipamentos novos. Porém, talvez por não ter sido desenvolvida pelo estúdio original e pelas dificuldades de programação para o console, a versão contém vários bugs, falhas, efeitos de transparência mal feitos, load times desnecessariamente longos… o que é uma pena, pois os extras fariam com que essa fosse a versão definitiva do jogo. A terceira versão, para PSP, presente como um dos extras de Castlevania: Dracula X Chronicles, teve todos os diálogos reescritos e redublados, os dois familiares removidos da versão americana original presentes em todas as versões, a presença de Nocturne (inclusive cantada em inglês), e a possibilidade de jogar com Maria, porém não contém nenhuma das áreas ou músicas novas presentes na versão do Saturn. Apesar de todos os defeitos, considero a versão do Saturn como minha favorita, e gostaria muito que seus bugs fossem corrigidos algum dia, de alguma forma, para que todos pudessem apreciá-la mais.

Termino o Top 5 por aqui e espero que tenham gostado do post! Qualquer sugestão de novas matérias podem ser feitas nos comentários!

h1

Leaks e Lançamentos: Madonna, Goldfrapp e Róisín Murphy

22/01/2010

E 2010 começou muito bem, musicalmente falando! Lançamentos muito bons de bandas consagradas como Massive Attack, bandas novas como Delphic fazendo bonito… mas essa última semana se superou, com surpresas musicais bastante agradáveis.

Começando por Madonna. O último álbum da rainha do pop, Hard Candy, não foi exatamente o melhor de seus trabalhos, e é desprezado pela maioria dos fãs. Mesmo assim, desde seu lançamento em 2008, uma faixa não incluída no álbum tem chamado  bastante a atenção: Across the Sky. Colaboração com Justin Timberlake que foi retirada da tracklist final do álbum em última hora, a faixa foi vítima de números rumores e vazamentos falsos. Até que finalmente, depois de dois anos, a música vazou na internet. Particularmente falando, gostei bastante da música de adoraria que ela estivesse no lugar de faixas como Spanish Lesson e Incredible. Confira:

Por não se tratar de um lançamento oficial, disponibilizarei Across the Sky para download. Clique aqui para baixar! (via Mediafire)

Dessa vez, um lançamento oficial. Após o electro-folk de seu último álbum, Seventh Tree, a dupla Goldfrapp volta a experimentar com synthpop e new wave oitentista em seu novo single, Rocket, que fará parte do quinto álbum da banda, Head First, cujo lançamento está previsto para março desse ano. Se todo o álbum seguir o padrão de qualidade de Rocket, esse provavelmente será um dos melhores álbuns do ano!

Por último mas não menos importante, a irlandesa Róisín Murphy (ex-integrante da dupla Moloko) também lançou seu single mais recente essa semana; Momma’s Place é provavelmente a faixa mais dançante e “pop” que a cantora já lançou em toda sua carreira, com influência de synthpop e disco music. Assim como Orally Fixated, lançada no ano passado, Momma’s Place fará parte de seu futuro álbum, cuja data de lançamento ainda é incerta, já que Róisín teve problemas com sua gravadora e está impedida de lançá-lo no momento – ambos os singles mencionados foram lançados independentemente.

Pra finalizar, peço desculpas por não estar atualizando tanto o Moonflux recentemente. Agora que tenho mais tempo livre disponível, as atualizações serão bem mais frequentes por aqui! :)

h1

Música: Marina and the Diamonds

12/01/2010

Marina Diamandis é uma cantora e compositora galesa de 24 anos que iniciou sua carreira artística em 2007, utilizando o pseudônimo Marina and the Diamonds e divulgando suas canções através da rede social MySpace. No final de 2008, Marina conseguiu um contrato com uma gravadora independente, e desde então lançou diversos singles – entre eles, destacando-se Mowgli’s Road, Obsessions e Hollywood - e um EP (The Crown Jewels), fazendo com que a jovem ganhasse determinado reconhecimento entre a crítica e fosse apontada como uma das promessas musicais de 2010.

As influências musicais de Marina são bastante abrangentes e diversificadas, passando por indie pop, rock alternativo, cantoras-compositoras como Tori Amos e Fiona Apple, além da new wave e do electropop oitentista. Seu álbum de estreia, The Family Jewels, será lançado no dia 14 de fevereiro deste ano. Uma pequena curiosidade: seu nome artístico, The Diamonds, ao contrário do que muitos podem pensar, não se trata de uma backing band, como a “The Machine” de Florence Welch; é uma referência e tradução direta de sobrenome, Diamandis, que signfiica Diamante em grego. Além disso, também é a forma que Marina se refere a seus fãs.

Audioflux:

The Shampain Sleeper (2008)

Obsessions (2009)

h1

Filme: Whisper of the Heart

10/01/2010

Baseado no mangá homônimo de Aoi Hiragi, Whisper of the Heart (Mimi Wo Subaseba, ou If You Listen Closely em uma tradução livre), um dos poucos filmes do Studio Ghibli sem Hayao Miyazaki na direção (apesar de ter o envolvimento deste como roteirista), é um longa-metragem de 1995 dirigido por Yoshifumi Kondo, que havia trabalhado na direção de animações como Grave of the Fireflies (de Isao Takahata, 1988) e Kiki’s Delivery Service (Miyazaki, 1989), fazendo em sua estreia como diretor. E uma grande estreia!

A história gira em torno de Shizuku Tsukishima, uma estudante colegial de temperamento explosivo e facilmente mutável, porém alegre, otimista e muito inteligente, apesar de estudar pouco. Shizuku vive com seus pais e sua irmã, Shiho, que a importuna constantemente por considerar Shizuku desleixada em relação aos deveres de casa e aos estudos. Shizuku está trabalhando em uma tradução/adaptação livre da clássica “Take Me Home, Country Roads“, de John Denver, e chega até a fazer uma adaptação total para o japonês, a qual apelida de “Concrete Road“. O maior hobby de Shizuku é ler; ela passa as férias escolares inteiras “devorando” livros de história, chegando a ficar mais tempo na biblioteca do que em sua própria casa. E é justamente com esse hobby onde ela percebe um fato curioso; verificando as fichas de empréstimo da biblioteca, Shizuku percebe que, em todos os títulos que ela havia lido recentemente, havia o nome de um certo “Seiji Amasawa” como o leitor anterior, não importando a raridade ou obscuridade do livro. Obviamente, Shizuku fica curiosa e decide descobrir quem é o tal Seiji; tal busca faz com que toda sua vida dê uma guinada de 180 graus.

Por ser um longa do Studio Ghibli, a animação de Whisper of the Heart dispensa comentários. Os personagens são extremamente bem-construídos, com seus movimentos e expressões minuciosamente detalhados. O cenário, e as paisagens de uma forma geral são absurdamente perfeitos – devo dizer que cheguei a pausar o filme diversas vezes apenas para ficar observando a beleza das cidades presentes na animação. Não há personagem ruim no filme; de Shizuku a um mero coadjuvante com poucas falas, todos são incrivelmente carismáticos. A trilha sonora, composta por Yuuji Nomi, demonstra sonoramente toda a sensibilidade de Whisper of the Heart, com suas composições marcantes e inesquecíveis. E por falar na trilha sonora, vale lembrar o importante papel que Take Me Home, Country Roads possui no filme e o quanto Yoshifumi Kondo foi corajoso ao incluir um clássico da country music como tema principal de um desenho japonês. É impossível não ficar maravilhado com uma determinada cena, com tal canção sendo interpretada por vários personagens do filme em uma “banda improvisada” de uma forma muito divertida e divertida, mas ainda assim um dos melhores momentos nas animações que já vi. Por último, mas não menos importante, o roteiro, escrito pelo genial Hayao Miyazaki, mostra de forma sutil e simples, mas com muita classe, a vida dos adolescentes em fase de crescimento no Japão, os conflitos familiares e a importância do apoio dos mesmos nas decisões mais difíceis de suas vidas, as desilusões amorosas, a insegurança em relação ao futuro, e principalmente, a deliciosa dor de se apaixonar pela primeira vez.

Infelizmente, o primeiro longa de Yoshifumi Kondo (e sua primeira obra-prima) foi também seu último; vítima de um aneurisma, Kondo veio a falecer no dia 21 de Janeiro de 1998, fato que abalou profundamente todo o Studio Ghibli, principalmente Isao Takahata e Hayao Miyazaki, que haviam acompanhado todo seu crescimento como artista desde então. Foi uma grande perda para a arte e encerrou de forma trágica uma carreira que com certeza teria muito êxito e muitas obras-primas pela frente. Mas Yoshifumi Kondo deixou sua marca em Whisper of the Heart, que servirá como referência de animação magnífica por muitos e muitos anos.

h1

Músicas: The Mummers

07/01/2010

Antes de mais nada, peço desculpas aos leitores por demorar tanto para fazer o primeiro post do ano no blog. É que estou viajando, então fica um pouco difícil arrumar tempo para atualizar. Mas que fique claro que o Moonflux não ficará abandonado! (:

Com a primeira postagem de 2010 no blog, apresentarei uma banda que não é muito conhecida, embora deveria ser. The Mummers é uma banda britânica, formada em 2006 por Raissa Khan-Panni e Mark Horwood, embora contenha muito mais integrantes em sua formação ao vivo. Eles possuem somente dois álbuns, sendo um deles relançamento do primeiro, mas com quatro faixas inéditas (e duas removidas.) A sonoridade da banda é bastante criativa e bem-construída, mesclando elementos de música orquestrada, ambientação fantasiosa com melodias pop, transformando a música em um elemento único e encantador. Há várias referências a cenários fantasiosos por todo o álbum, algumas sutis e outras diretas (como pode ser percebido em músicas como “See Alice” e “Wonderland“). O single March of the Dawn foi eleito a música da semana pelo iTunes na época de seu lançamento, mas apesar de todo o sucesso da crítica, The Mummers continuou na obscuridade.

Infelizmente, em setembro do ano passado, Mark Horwood suicidou-se por motivos desconhecidos em seu estúdio, (curiosamente localizado em uma casa de árvore), tornando o futuro da banda incerto. Só resta torcer para que Raissa se recupere desse choque, siga adiante com a banda e consiga a tão merecida fama!

Audioflux:

March of the Dawn

Tale to Tell

h1

Top 5: Filmes Que Mais Quero Ver em 2010

31/12/2009

Para finalizar o ano, decidi fugir do clichê de “melhores de 2009″ e pensar no futuro. Esse ano foi um pouco fraco musicalmente, mas no cinema até que se deu bem. Espero que 2010 seja ainda melhor nesse quesito, e pelo que parece realmente o será. Vários lançamentos para o próximo ano chamaram a minha atenção, em especial os presentes nessa lista que postarei, marcando o último post de 2009 do Moonflux.

5. Tron: Legacy

Não costumo botar muita fé quando sequências e remakes de filmes clássicos são anunciados, mas esse realmente se destacou. Sequência direta do revolucionário Tron (1982), com atores do filme original de volta ao elenco (especificamente, Jeff Bridges e Bruce Boxleitner), trilha sonora composta pela dupla Daft Punk (que também interpretarão personagens no filme, ainda não divulgados), tem tudo pra ser um dos filmes-pipoca mais legais de 2010.

4. You Will Meet a Tall Dark Stranger

Woody Allen dirige em escala industrial, isso é fato. Porém, nunca se sabe o que esperar quanto a qualidade de seus filmes mais recentes. Alguns são verdadeiras obras-primas, enquanto outros são enjoativos e sonolentos. Mas a competência e capacidade do diretor é inegável. You Will Meet a Tall Dark Stranger ainda não possui muitos detalhes específicos, mas segundo a sinopse divulgada, a história gira em torno de uma família desfuncional e suas tentativas em resolver seus problemas. Com Anthony Hopkins e Naomi Watts no elenco, é um motivo extra para que eu assista. Além deles, também estarão no filme Antonio Banderas e Freida Pinto (de Slumdog Millionaire).

3. Rapunzel

O retorno da Disney às animações em 2D foi muito bem recebida após The Princess and the Frog, uma das melhores animações do ano. A animação de Rapunzel seguirá um estilo nunca utilizado em nenhum filme Disney anteriormente, utilizando computação gráfica, mas lembrando muito o estilo de pinturas a óleo tradicionais. É muito bom ver Disney voltando às origens, adaptando e expandindo fábulas, transformando-as em animações de excelente qualidade visual e artística.

2. Toy Story 3

O primeiro filme foi uma revolução no mercado de animações e transformou o nome Pixar em algo realmente respeitoso. O segundo filme melhorou ainda mais o que já era muito bom. Se o terceiro filme seguir o padrão, teremos uma das melhores animações já produzidas. O que é DreamWorks, mesmo?

1. Alice in Wonderland

Quem realmente não está ansiosíssimo para esse filme? É dirigido por Tim Burton, possui um elenco sensacional (Mia Wasikowska como Alice, ao lado de um elenco all-star formado por Johnny Depp, Anne Hathaway, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Stephen Fry, Crispin Glover e Christopher Lee, só pra mencionar alguns), e o mais óbvio e  importante de tudo; é uma releitura de ambos os livros da série Alice, composta de Alice in Wonderland e Alice Through the Looking-Glass. Tem como realmente esperar algo ruim desse filme, que provavelmente será um dos melhores do ano?

Encerrando o último post do ano, desejo a todos os visitantes um excelente 2010, repleto de muito entretenimento, diversão, cultura pop e tudo que mais desejarem. Feliz ano novo!

h1

O Primeiro Comercial do McDonald’s

30/12/2009

Créditos a Neptune Blues!

Há um tempo, meu amigo Thiago postou em seu blog esse mesmo vídeo, mas ele havia sido removido do YouTube. Descobri um link novo para ele e resolvi repostar essa verdadeira obra-prima do terror. Sim, porque não há frase melhor para descrever um comercial tão assustador e macabro, no qual Ronald McDonald parece mais um membro do Slipknot, além de possuir o nariz de palhaço mais trash que eu já vi, na falta de uma palavra melhor. Quem comeria em um restaurante com algo assim como mascote, não? *ironia*